Arquivo da categoria ‘Nossas Idéias’

CONVERSÕES SUPERFICIAIS

Segunda, 10 de Setembro de 2007

CONVERSÕES SUPERFICIAIS
Vivemos em uma época muito difícil e marcada pelo individualismo. Depois de um século de lutas corporativas, de classes sociais, raciais, sindicais e religiosas, entramos numa era onde vale o lema “cada um por si e Deus por todos”. Já se vai bem longe o tempo que alguém possuía a consciência de pertencer a um grupo ou comunidade e por isso mesmo todas as suas atitudes eram tomadas pensando também na comunidade a que pertencia, hoje o que vemos é que a desilusão social e comunitária característica de nossa época exacerbou o individualismo e agora o que conta é apenas o bem estar do indivíduo não importando as conseqüências que suas atitudes terão na vida dos outros.
Quando um indivíduo se converte costumamos dizer que ele “foi salvo”. Queremos dizer com isso que ele tem um lugar garantido no céu. Essa certeza, infelizmente tem trazido um certo ufanismo que tem apagado verdades mais imediatas da salvação. Não fomos apenas salvos do inferno, mas fomos transportados do reino das trevas para o reino do Filho do seu amor. Muito mais que uma mudança espiritual geográfica, essa mudança de reino inclui nova ética nas posturas e decisões, nova moralidade adaptada aos padrões cristãos da Palavra de Deus e ainda uma oportunidade de reescrever a história pessoal através de um relacionamento sincero com Deus.
Mas até o próprio Deus “tem sofrido” com a individualidade presente. Há um cântico antigo que dizia “muitas pessoas tem idéias erradas sobre Deus”, hoje em dia cada um tem sua concepção particular de Deus, seja dentro das Igrejas ou fora delas, não se importando se estas “concepções” se enquadram na Revelação que Deus fez de si mesmo.
O resultado do que acabo de escrever são conversões cada vez mais superficiais. Pessoas que passam a freqüentar a Igreja mas com a postura totalmente mundana, conformada com esse século; pessoas que falam em Deus mas que não conhecem o seu poder transformador; pessoas que desejam ir para o céu mas sem abrir mão dos seus prazeres terrenos; pessoas que querem pertencer a Igreja mas não desejam viver em comunidade; pessoas que desejam serem filhos de Deus mas não querem que Deus exerça sua autoridade de Pai; pessoas que se convertem mas para continuarem do mesmo jeito que sempre foram.
A amizade com o mundo é inimizade com Deus por isso meu apelo é para a santificação e consagração pois somente assim poderemos mostrar ao mundo o caráter de Deus. Se não vivemos à luz do caráter de Deus esse mesmo caráter se volta contra nós revelando nossa verdadeira motivação de vida.
Fica para nós o desafio nas palavras de Paulo: “Rogo-vos, pois, irmãos, que apresenteis vossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus que é o vosso culto racional e não vos conformeis com este mundo mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa e perfeita vontade de Deus para vossas vidas” Rm 12.1-2.
Jesus é a luz do Mundo! Deixe que esta luz brilhe através de você para que todos vejam a bondade e a misericórdia do Senhor.
Pastor Ronaldo Perini
Igreja Batista Central de São Bernardo do Campo.

Reencontrando Nossa História

Quarta, 21 de Março de 2007

“Como é feliz quem teme o Senhor, quem anda em seus caminhos … será feliz e próspero”. Salmos 128

A modernidade caracterizava-se por ter o seu referencial e ideais fundamentados na ciência. Neste período, as dúvidas existenciais do homem - quem ele era e qual o seu papel no universo – permearam a construção dessa sociedade. A incapacidade de responder essas questões através do conhecimento obtido fez o homem perder o referencial de quem é. Esse é um dos problemas da sociedade pós-moderna em que vivemos.

Como então construir uma vida sem este referencial? Como responder aos nossos anseios por felicidade e por prazer?

Desconfio que a resposta para estas e outras perguntas se encontra em um conselho, ou melhor, em uma afirmação contida no Salmo 128, que diz “Como é feliz quem teme o Senhor, quem anda em seus caminhos”. O homem que teme a Deus tem sua identidade restaurada. Reencontra-se na história reconhecendo em Deus sua própria história. Este homem tem suporte para construir seu futuro sabendo que seu trabalho não é em vão, que as coisas não são passageiras e tudo que faz ecoa através de uma realidade maior do que ele mesmo: o homem pertence a Deus! Deus o planejou “à sua imagem e semelhança”!
A esperança de encontrar as respostas à vida ressurgiu, pois encontrou o próprio Autor da Vida.